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CÂNCER NÃO FAZ QUARENTENA



 

 

O câncer é um dos principais problemas de saúde pública do mundo e a segunda causa de mortes em âmbito global, sendo responsável por um em cada seis óbitos. No Brasil, o cenário também é preocupante: são esperados 450 mil novos casos da doença a cada ano. 

Nesse contexto, a interrupção dos tratamentos e dos procedimentos para o diagnóstico do câncer representam uma grande preocupação. Sociedades médicas estimam que o número de cirurgias oncológicas tenha sido reduzido em 70% durante a pandemia e que possa ter ocorrido uma queda de pelo menos 50% no número de biópsias enviadas para análise, dependendo do serviço. A situação não é diferente globalmente. Nos Estados Unidos, um recente relatório da IQVIA a partir de uma pesquisa com médicos indicou um declínio de 44% nos pacientes atendidos por semana.  
    
Recentemente, uma pesquisa on-line realizada pelo Instituto Oncoguia com pacientes oncológicos e familiares apontou que 43% das pessoas em tratamento relataram que sua rotina de cuidados médicos foi impactada pela pandemia. Entre as justificativas dos entrevistados para o cancelamento ou adiamento dos tratamentos, 43% disseram que foi uma decisão do hospital ou clínica por conta de risco de contágio, priorização de pacientes, redução de equipe e impacto na infraestrutura. Já 12% afirmaram que foi uma decisão pessoal e 3% declararam que foi uma escolha compartilhada com o médico. 
    
Em tempos de covid-19, é importante levar em consideração a recomendação das sociedades médicas para a manutenção da rotina de acompanhamento e da não interrupção do tratamento por conta própria, de modo que médico e paciente determinem juntos a melhor forma de continuar realizando os cuidados, mas com segurança.

A pandemia é uma situação nova para todo mundo, o que acaba provocando muitas dúvidas em relação à saúde. Essa questão se intensifica quando pensamos em pessoas que já se encontram em tratamento para quadros importantes, como o câncer. Por isso, reunir informações seguras, que ajudem as famílias a lidar melhor com a manutenção dos cuidados de saúde nesse momento, é essencial, afirmam especialistas.

Durante a pandemia do novo coronavírus, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomenda que, ao visitarem clínicas e hospitais, os pacientes oncológicos sejam acompanhados por uma única pessoa, preferencialmente com menos de 60 anos de idade. Além da atenção às recomendações gerais de prevenção, como o uso de máscaras e a lavagem adequada das mãos, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) também sugere que os pacientes permaneçam somente o tempo necessário em clínicas e hospitais e evitem contato físico direto mesmo com médicos ou equipe de saúde.

Para cuidadores ou familiares que moram com pacientes em tratamento de câncer, é recomendado lavar frequentemente as superfícies da casa que são tocadas com mais frequência e o chão próximo à entrada. A higienização de medicamentos antes de serem guardados e a retirada de calçados do lado de fora da porta, assim como o cuidado de deixar bolsa, carteira e chaves próximos à entrada, também são recomendações importantes. Caso algum residente apresente sintomas de gripe, deverá ficar isolado em um cômodo da casa ou buscar uma nova residência para ficar em quarentena. 

 

 
 






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Criado em: 27/01/2021
Atualizado em: 27/01/2021
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